Desenvolvido na década de 1870 na região francesa de Rhône, onde é conhecida como Durif ou Petite Syrah, esta variedade de uva é mais conhecida pelo seu sinónimo ligeiramente anglicanizado, Petite Sirah (Aka. Durif, Petite Syrah) - especialmente na Califórnia.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Petite Sirah
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Na batalha do vinho, Alice Feiring enfrenta Parker
"The Battle for Wine and Love or how I Saved the World from Parkerization".
"A Batalha do Vinho e do Amor ou como Salvei o Mundo da Parkerização", de Alice Feiring, é um borbulhante e inteligente passeio pelo mundo do vinho. A jornalista americana, que trabalhou para o The New York Times, não poupa ninguém - principalmente ela mesma.
Os amantes brasileiros de vinho devem procurar o livro em inglês ou francês enquanto esperam a tradução para o português. Alice Feiring é a anti-Robert-Parker. Não confia nos vinhos modelados pelas manipulações que seduzem os enólogos modernos: emprego de osmose inversa, micro-oxigenação, acréscimo de taninos, enzimas, leveduras selecionadas e maturação em barris de carvalho novo.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Simonsig - Dados Sobre a Colheita 2010
Quando em 2009 trouxe lembranças do filme de surf "The Endless Summer", o vintage 2010 me fez lembrar das sete pragas no livro do Êxodo na Bíblia. Ele será lembrado como uma das menores safras em muitos anos e praticamente todos vigor da natureza, pragas e doenças fúngicas contribuiu para um rendimento significativamente menor.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Brancos sul-africanos da uva Sauvignon Blanc são para beber gelados e no meio da tensão dos jogos
A hora é agora. O Sauvignon Blanc da África do Sul vem crescendo tanto em quantidade, como em qualidade.
Sauvignon Blanc combina com futebol? Sim, pois vai bem com tudo que se come sofrendo diante das partidas. Só não harmoniza com a cavalgada das vuvuzelas a que estamos submetidos, mas os melhores são tão refrescantes e amigáveis que podem mesmo atenuar a enxaqueca trazida pela aporrinhola do momento.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Vinhedos do Cabo
Quem não se seduz pela vida selvagem, por belas praias ou compras no shopping, a África do Sul oferece mais uma opção: o passeio pela região dos vinhedos. A visita às adegas de Stellenbosch, Paarl e Franschhoeck está na rota turística dos enólogos de plantão e também dos que buscam um passeio diferente.
Substância do vinho previne doenças que causam cegueira
A retinopatia diabética é caracterizada por uma complicação ocular do próprio diabetes, que aparece de forma progressiva como anormalidades verificadas em exame no fundo de olho. É a forma de cegueira mais comum na faixa etária entre os 30 e 69 anos.
Já a degeneração macular ocorre quando há um crescimento anormal dos vasos sanguíneos sob a retina ou de forma progressiva na visão central. É comum entre pessoas com mais de 55 anos de idade
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
BEBIDAS APRESENTAM MAIOR INCIDÊNCIA DE IMPOSTOS NOS PRODUTOS DAS FESTAS JUNINAS
| Escrito por Jose Bonamigo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Sex, 18 de Junho de 2010 17:32 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT demonstra que cachaça, quentão, cerveja e vinho são recordistas de tributos. O mês de junho, tradicional pelas comemorações de São João, leva milhares de pessoas a se divertirem e consumirem produtos nas festas juninas realizadas em todo o Brasil. Entretanto, o que poucos sabem é que esse evento popular está carregado de tributos, embutidos nos produtos. As bebidas são as campeãs com a cachaça liderando o ranking com 81,87%, seguida pelo quentão com 61,56%, cerveja com 54,80% e vinho com 54,73%. Os fogos de artifícios, produto muito utilizado para comemorar a tradicional festa brasileira, também possui alto índice de impostos com 61,56%. Em relação a 2009 apenas o vinho sofreu reajuste, passando de 52,50% para 54,73%, motivado pelo aumento da margem de lucro das indústrias produtoras. “Apesar da estabilidade dos produtos de um ano para o outro o percentual de tributos cobrados ainda é muito alto e pesa na despesa do brasileiro, que não consegue se livrar da mordida do Leão”, comenta o presidente do Instituo Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, João Eloi Olenike. Confira abaixo a tributação dos principais produtos consumidos:
* Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT |
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
65% dos consumidores de vinho no Brasil são mulheres. Segundo a Federação Brasileira de Confrarias, já existem 40 grupos femininos no Brasil

Alexandra Corvo, sommelier e dona da escola de vinhos Ciclo das Vinhas, recorda-se com doçura de quando sua avó, hoje com 100 anos, lhe servia um vinho do Porto que ficava escondido em seu guarda-roupa. A cena - que, por muito tempo, acreditou ser fruto da sua imaginação - pode ter pesado para a escolha da profissão. Virou sommelier, embora quisesse ser enóloga, pois admira a viticultura. "Gosto desse trabalho do homem com a natureza. Mas sou muito urbana e seria difícil viver no campo", diz, justificando a escolha final.
Começou a trabalhar em renomados restaurantes, viajou para fora do País, mas achava difícil atender muita gente. E sentiu que, por força do mercado, começou a perder autonomia, descumprindo sua tarefa de verdadeira sommelier. "Queria independência", explica. De repente, tornou-se colunista de revista e logo depois de rádio (tem programa diário na Band News FM). Agora, estreia como colunista da revista da Livraria Cultura. "Vamos colocar o vinho em um patamar mais legal ainda, o cultural."
Assim, descobriu um novo nicho na sua profissão. As aulas, que começaram como uma brincadeira na casa das amigas, estenderam-se para empresas. Vieram as palestras e, hoje, ela tem sua própria escola. "Tudo fluiu, apesar das dificuldades." Seus alunos são profissionais do ramo, como garçons, vendedores de importadoras e enófilos.
O único problema é quando se depara com algum aluno, digamos, rebelde, para não dizer cheio de pompa, que não tem interesse em aprender um pouco da cultura do vinho. É que, no programa do curso, Alexandra inclui temas como viticultura e amadurecimento, mas tem gente que quer pular etapas e não tem lá muita paciência para os processos e a história do vinho. Já ouviu até xingamentos por causa disso. "Continuo estudando muito. Mesmo assim, não tenho a pretensão de achar que sei tudo." Lembra que muita gente se diz conhecedora, falando apenas termos clichês, tentando mostrar que entende do assunto.
Quando não está bebendo vinho, Alexandra pede uma caipirinha. E ai do garçom que lhe perguntar: "caipirinha de quê?" "Caipirinha é caipirinha", brinca, referindo-se às versões que vão da pinga ao saquê, com as mais variadas frutas. Também gosta de martini. Só não é fã de cerveja, porque não gosta do cheiro. Quando tem uns dias de folga para viajar, escolhe uma vinícola. "É o que realmente gosto. Esta sou eu." Aos fãs e ouvintes, avisa que está colocando em prática o projeto de um livro que vai dar o que falar.
Tem uma coisa que muito incomoda a mulherada que aprecia vinho: a lenda de que existe vinho para mulher, os vulgos "adamados" (para damas). Estes costumam ser mais leves e mais doces. Só que qualquer pessoa que aprende a beber vinho acaba acostumando o paladar para versões mais encorpadas. "Quando servem um vinho de sobremesa, todo mundo gosta, inclusive os homens", diz Alexandra, lembrando que a ala masculina também é chegada em Lambrusco. Talvez as mulheres não tenham problema em assumir que preferem os mais doces. E só.
Confraria. Dona da bela loja de vinhos Le Tire-Bouchon, Nina Bastos aposentou-se da vida de economista e de produtora de eventos em 2005, e logo tornou-se sócia de seu marido, o francês Jean Raquin. Moradora da região de Higienópolis, em São Paulo, há 30 anos, Nina e Jean tiveram amor à primeira vista por um antigo galpão, onde montaram a loja com a qual sempre sonharam. Nos 400 metros quadrados do espaço, há salão de vendas, sala de aula, taberna, um bistrô e jardim interno.
A ideia da confraria nasceu da observação dela. É que Nina sempre se deparava com mulheres que pediam ajuda para comprar um vinho. A justificativa que ouvia era a de que quem entende do assunto é o marido. "Comecei a achar que mulher também tinha de entender." Em agosto de 2009, aconteceu o primeiro encontro. Desde então, a mulherada se reúne uma vez por mês. E nunca faltou quórum, muito pelo contrário, o número dobrou, embora só entrem pessoas indicadas. O legal é que cada uma tem uma atividade diferente.
Elas organizaram-se e criaram regras. A cada encontro, há uma anfitriã. E a cada semestre, são definidas as uvas do mês. As degustações são às cegas. Quem escolhe os vinhos busca bibliografia da uva e a ficha técnica do produto. "Agora queremos lançar um blog e fazer uma viagem para uma região produtora", conta Nina.
Engana-se quem pensa que só tem entendidas no assunto. Do grupo, só quatro têm mais bagagem. Mas as amantes do vinho que não tinham conhecimento teórico foram aprendendo aos poucos. Nina fez seu primeiro curso - sobre queijos e vinhos - em 1984, no antigo Hotel Eldorado. Porém, confessa que, há cerca de oito anos, é que passou a se aplicar mais. "Estudo muito, faço cursos e também viajo. Mas ainda tenho uma longa estrada."
Até o perfil da clientela mudou. Hoje, são as mulheres que provam o vinho no seu bistrô, pois muitas são mais entendidas do assunto do que seus pares. "É um tema com muita cultura, história, geografia e química. E ainda agrega as pessoas. Afinal, ninguém toma vinho sozinho", comemora Nina.
Berço. Quando criança, Luciana Salton, de 28 anos, trocava as viagens durante as férias escolares pelo trabalho na loja do pai, Ângelo Salton Neto, o presidente da Vinícola Salton, que faleceu em fevereiro do ano passado. Ela tinha 15 anos e já gostava do contato com os clientes. Mas só começou a apreciar a bebida aos 22.
Formou-se em Administração, mas também tinha vontade de fazer Medicina ou Arquitetura. Hoje, tem a certeza de que a escolha foi certeira. Embora seja Salton, não começou a trabalhar na empresa do pai. Aos 17, conseguiu um emprego em um banco, onde passou um ano trabalhando como caixa. Aproveitou as férias para estudar espanhol fora e, quando voltou, já tinha emprego na área de marketing de uma indústria farmacêutica, onde passou quatro anos. Só então se sentiu preparada para entrar na empresa da família.
"Lembro das experiências anteriores com carinho e orgulho, pois me ajudaram a crescer. Quando vim para cá, estava mais preparada profissionalmente e pessoalmente também. Além disso, trouxe segurança para o meu pai", diz a simpática herdeira.
Hoje, é gerente de marketing e também dá seus pitacos no departamento comercial. "Fazemos tudo com muito amor e carinho. Essa é a diferença." Luciana acorda às 6 da manhã, mas para ir à academia. Tem seus motivos. "Como participamos de eventos à noite, acordo cedo para queimar calorias e extravasar sem culpa depois."
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