quinta-feira, 10 de junho de 2010
Seminário discute a vitivinicultura na Metade Sul do Rio Grande do Sul
Discutir a situação da vitivinicultura com foco na apresentação e prospecção de tecnologias que contribuam com a competitividade dessa atividade na Metade Sul do Rio Grande do Sul será o principal objetivo do VII Seminário de Vitivinicultura da Metade Sul do Rio Grande do Sul, que acontecerá de 17 a 19 de junho de 2010, no Clube Comercial de Bagé (RS).
O evento será dividido em três grandes temas. O primeiro tratará da Vitivinicultura no bioma Pampa: o desafio que nos diferencia e abordará aspectos peculiares da sustentabilidade na vitivinicultura na região e a busca da sua identidade através de indicações geográficas para a Campanha Gaúcha, considerada a "nova Califórnia" do mundo vitivinícola.
O segundo painel abordará aspectos do Mercado e marketing de vinhos, sucos e vinhos, passando por apresentação de diagnóstico do mercado e pelo trabalho do Projeto Imagem desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que visa incrementar e difundir a qualidade dos produtos vinícolas brasileiros. O primeiro dia encerrará com uma degustação temática de vinhos da região e visitação aos estandes.
O segundo dia será destinado para apontar e discutir os Desafios e estratégias tecnológicas para a vitivinicultura na Metade Sul. Serão apresentadas palestras sobre os principais problemas tecnológicos da região e também sobre o manejo das principais doenças e pragas encontradas nos parreirais.
Na sequência, acontecerá um Workshop que, segundo Alexandre Hoffmann, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e integrante da Comissão Organizadora do evento, será utilizado como base para o levantamento e a caracterização das demandas tecnológicas a serem inseridas na Rede de Centros de Inovação em Vitivinicultura (RECIVITIS).
Encerrando o evento, no dia 19 de junho, será realizado um Dia de Campo na Vinícola Peruzzo em Bagé (RS).
O evento é promovido pelo Comitê de Fruticultura da Metade Sul do RS, Embrapa Uva e Vinho, Emater/RS-Ascar, Ibravin, Sebrae, Prefeitura Municipal de Bagé e Associação Bageense dos Fruticultores. Conta com o patrocínio de Claro, Basf Agricultura, AGCO e Massey Ferguson e com o apoio de diversas entidades.
ANOTE NA AGENDA
O que: VII Seminário de Vitivinicultura da Metade Sul do RS
Data: 17 a 19 de junho de 2010
Local: Clube Comercial de Bagé (RS)
Inscrição: R$ 20,00, no local do evento
Informações: www.comitedefruticultura.com.br ou (53) 324-2609
FONTE
Embrapa Uva e Vinho
Viviane Zanella - Jornalista
Aberta ontem, a Boutique de Vinho Mahalo terá carta de bruschettas especial
"Vamos abrir todos os dias para que os clientes possam curtir um bom vinho de uma maneira mais informal", detalha Kézia, acrescentando que a Boutique de Vinho irá funcionar de segunda a sábado, das 08 horas até o fechamento do restaurante. "Muitas pessoas querem tomar um vinho até mais tarde ou mesmo comprar uma boa garrafa para levar a casa de amigos, aqui elas vão encontrar", garante, acrescentando que serão ofertados todos os vinhos presentes na carta do restaurante. Nas compras para levar, os preços são até 40% mais baixos do que quando servidos nas mesas.
Entre os 120 rótulos de nacionalidades distintas como Brasil, França, Itália, Chile, Argentina, Uruguai, Austrália, Portugal, Espanha, Nova Zelândia, África do Sul e Líbano estão vinhos cujos preços vão de R$ 20,00 (Frisante Lambrusco) a R$ 1.800,00 (o lendário espanhol Vega Sicília). Entre os destaques, toda a linha Catena, desde Álamos, o mais simples, até o top Nicolas. Clássicos como o Porto Pêra Manca (incluindo meia garrafa) ou o chileno Almaviva. Para tomar a qualquer hora, a recomendação é prosecco Sacchetto Extra Day, um vinho que, segundo Kézia, é super cremoso e elegante. Ela recomenda ainda o Passo Bianco, outro italiano feito a partir de uvas pinot gris com torrontés, lembrando ainda que estão disponíveis na boutique oito tipos de rosés (incluindo espumantes) de origem argentina, francesa, espanhola. Vinhos de sobremesa são seis rótulos, entre brancos e tintos, incluindo o francês Sauternes. Todos disponíveis também em meia garrafa.
Para acompanhar, uma carta de bruschettas com dez opções criadas pelo chef Paulinho Viana especialmente para a nova proposta. "Elas foram pensadas para acompanhar os vinhos. Então temos algumas mais leves como a Barcelona (champignon, bacon, bechamel, azeitonas verdes e parmesão) ou a Contemporânea (berinjela, zucchini, tomate assado, alho, tapenade e mini cebola). E outras mais fortes, a Do Agreste (carne seca, cebola agridoce e azeitonas) ou a Parma (mussarela, parmesão, presunto cru italiano e azeitonas)", explica, acrescentando que todas as bruschettas são servidas também como entrada no restaurante.
Ontem, na noite de inauguração da boutique, foram servidas 4 sabores: Aldebaran (calabresa triturada, mussarela de búfala, gorgonzola e alcaparras), Árabe (mussarela, peperoni, palmito, chancliche - tipo de queijo árabe -, azeitonas e cebola), Contemporânea e Do Agreste.
Vinhos da África do Sul no SESC Carmo
O sommelier e consultor Arthur Azevedo irá conduzir a conversa, que terá degustação posterior. O ex-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo falará sobre as tradições, a geografia, a rota do vinho e as curiosidades, tendo como foco a região da Cidade do Cabo.
Falar sobre vinhos da África do Sul, mesmo nos dias de hoje, ainda causa espanto e admiração, pois são poucas as pessoas que se dão conta de que há muito tempo o país produz vinhos e de muito boa qualidade.
Somente no início dos anos 90 é que a África do Sul voltou a fazer parte do cenário vitivinícola mundial, começando de forma tímida e depois bastante agressiva uma campanha de recuperação de mercado, buscando um melhor posicionamento para seus vinhos.
Em termos de produção mundial de vinhos, dados de 2001 - os mais recentes disponíveis - mostram que a África do Sul ocupa o 10º lugar, respondendo por 2,5% do total de vinhos produzidos. Em 2003, a estatística oficial contabilizava 4.435 produtores de vinhos no país, com 66 cooperativas.
A exportação dos vinhos sul-africanos vem crescendo de forma acentuada, passando de algo como 25 milhões de litros em 1991 para expressivos 240 milhões em 2003.
O principal vinho exportado é o produzido com a Chenin Blanc, seguido pelos vinhos à base de Chardonnay, com a Sauvignon Blanc ocupando o terceiro lugar. O consumo de vinhos no país em 2003 foi de 7,92 litros per capita ao ano, o menor em muitos anos, o que dá hoje ao país a 31a posição no ranking mundial.
Informações: tel. 3111-7000 e www.sescsp.org.br
Vinícola Campo Largo lança Promoção Copa com Vinho
A promoção é válida até 01/07, e, caso o Brasil vá à semifinal do campeonato, os seis ganhadores dos MP3s serão premiados também com kits de produtos da Vinícola Campo Largo.
Para participar da Promoção Copa com Vinho, basta acessar o site www.vinicolacampolargo.com.br, ler o regulamento e criar a sua frase.
Vinho x Câncer
Com poder antioxidante, que podem reduzir as doenças cardiovasculares, o vinho agora tem outro dom: possui um composto capaz de induzir a morte de células cancerígenas. A conclusão é do Programa de Oncologia da UFRJ, que isolou a substância da bebida para estudá-la. A substância responsável no combate às células cancerígenas chama-se resvaratrol.
O resvaratrol está presente em mais de 70 alimentos, dentre eles a casca da uva e o amendoim. As plantas além de ter o nutriente, têm compostos bioativos que diminuem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e diabetes. O ideal é consumir a substância regularmente. Apesar de estar presente na casca da uva, é no vinho tinto que o resvaratrol está mais solúvel.
Segundo os estudos, a substância tem efeito em células de alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, próstata e pulmão. Tomar apenas uma taça de vinho não é suficiente para inibir a doença. Segundo os pesquisadores, o resvaratrol leva à morte natural células cancerígenas e regula os níveis de p53, uma proteína supressora do tumor. Quando maior o grupo do resvaratrol ingerido, mais rápido o câncer é atacado.
O composto é famoso por ser um antibiótico natural, anti-inflamatório e atua contra o diabetes e ataca a obesidade. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 400 gramas desses alimentos por dia. Cerca de 30% dos casos de câncer têm origem na dieta inadequada. É um percentual maior do que o atribuído a fatores genéticos, que é de aproximadamente 20%.
Equipe Bem Star
Quinta do Portal entra no mercado dos vinhos verdes

A Quinta do Portal, conhecida pelos seus vinhos do Douro e do Porto, acrescentou agora à sua oferta um vinho verde com a marca Trevo, feito "em associação com um produtor de referência" da região
Trata-se da primeira incursão desta sociedade vinícola fora do Douro, mas não a última. "Vamos continuar a alargar a nossa base de produtos fora da região", adiantou à agência Lusa um responsável da Quinta do Portal, recusando, porém, dar mais pormenores.
O Trevo, branco e rosé, começou a ser comercializado "há cerca de um mês" e direcciona-se sobretudo "para o mercado de exportação". Para começar, foram lançadas 50 mil garrafas deste novo vinho.
"Os nossos clientes, essencialmente a nível do mercado externo, manifestaram alguma apetência em ter um vinho verde seleccionado pela Quinta do Portal", acrescentou o responsável.
A Sociedade Quinta do Portal argumenta que os vinhos verdes "têm vindo a ganhar cada vez mais notoriedade, acompanhando uma tendência do consumidor para requerer vinhos com um teor alcoólico mais baixo".
A empresa associou-se a um produtor da sub-região do Sousa para lançar o Trevo, que utiliza castas como o Loureiro, Trajadura e Arinto (branco) e espadeiro (rosé).
"Já comercializamos outros vinhos não produzidos por nós, nomeadamente um espumante sob a marca Mural", disse.
A Quinta do Portal aposta também no enoturismo através de uma unidade própria, a Casa das Pipas, oferecendo um programa de dois dias durante 2010.
A Quinta do Portal é uma firma portuguesa, familiar e independente, que possui quatro propriedades com um total de 85 hectares, duas no concelho de Sabrosa e as outras no de Alijó, nas duas margens do rio Pinhão.
Em 2009, a empresa facturou 4,9 milhões de euros, 55% dos quais em Portugal.
Gaúchos da serra plantam uva de mesa

Mas alguns produtores, embora não tenham deixado de lado a fruta, trocaram as variedades e a forma de cultivo, optando pela uva de mesa, vendida in natura e, em alguns casos, colhida no próprio pé, pelo consumidor. Já são 800 hectares cultivados sob plásticos, técnica que garante mais qualidade final e redução na aplicação de agrotóxicos. Há sete anos, segundo a Embrapa Uva e Vinho, eram apenas 50 hectares.
As variedades de mesa introduzidas na região são a itália, niagaras branca e rosada e rubi, que "roubam" o espaço da isabel e da bordeaux.
Os municípios de Caxias, Farroupilha, Flores da Cunha e Bento Gonçalves abrigam propriedades de no máximo meio hectare (5 mil metros quadrados) com as uvas de mesa, conforme o pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho.
Diversificação. As principais razões para a expansão das variedades de mesa na Serra Gaúcha, conforme especialistas e produtores, são a necessidade de diversificação das propriedades e, principalmente, a demanda aquecida e o alto valor agregado dessas frutas. "O baixo valor pago pelo quilo da uva pelas vinícolas nas últimas safras tem obrigado os produtores a procurar uma alternativa de renda. E a remuneração da uva de mesa é muito maior", afirma o também pesquisador da Embrapa Henrique Pessoa dos Santos.
Conforme Santos, ao passo que o preço médio pago por quilo de uva comum fica próximo dos R$ 0,50, o quilo da uva de mesa chega a ser vendido por até R$ 5. "Muitos produtores vendem diretamente para o consumidor final, que vêm até o sítio para colher a uva. É um programa turístico", explica Santos. "De olho nessa possibilidade, muitos produtores aderem à uva de mesa", adiciona Botton.
Foi justamente por isso que o vinicultor Ismael Boff, do município de Caxias do Sul (RS), decidiu, quatro anos atrás, apostar no cultivo das uvas de mesa. Ele conta que, por 50 anos, sua família trabalhou somente com variedades de uvas próprias para a produção de vinho e suco. "Há alguns anos, porém, o preço dessas uvas têm sido muito baixos", diz Boff. "Passamos então a procurar uma alternativa mais lucrativa e, motivado pelo preço atrativo, decidi testar o plantio das uvas itália e rubi numa área pequena, de 3 mil metros quadrados".
Após quatro anos, Boff se diz satisfeito com os resultados, apesar de destacar que o manejo das uvas de mesa é diferente e os custos de produção, mais altos. Ele conta ainda que nos próximos anos pretende dobrar a área de cultivo. "O consumo tem crescido muito, o que leva muita gente a investir", diz.
Segundo os especialistas, o aumento no consumo está ligado à melhoria da qualidade das uvas de mesa produzidas na região, que por sua vez está ligada à adoção de uma técnica de cultivo muito comum na produção de morangos, introduzida na região há cerca de 15 anos: o cultivo protegido.
Plástico. Trata-se de instalar uma cobertura de plástico por cima dos parreirais. "O clima da Serra Gaúcha é muito úmido, o que favorece as pragas e obriga o produtor a utilizar muitos agrotóxicos", frisa Botton. "Com isso, a uva sempre aparecia entre as frutas com maior quantidade de resíduos, segundo os relatórios da Anvisa, e isso assustava o consumidor."
"Além disso, com a plasticultura você fica menos à mercê do tempo", afirma Valderez Formigueir, que há nove anos passou a cultivar uva itália em sua propriedade em Caxias do Sul (RS). Ele conta que, além do preço atrativo, pesou o fato de que na época não havia seguro para as lavouras de uva comum, o que aumentava muito os riscos de prejuízo. "Hoje, mais do que essa segurança, as uvas de mesa são uma alternativa para que o produtor não fique nas mãos das vinícolas", diz Formigueir.
O Estado de S.Paulo
domingo, 6 de junho de 2010
O vinho do país da Copa

Correio Braziliense - 05.06.2010
Na província do Cabo Ocidental, entusiasmo pelo futebol é menor

O Globo - 05-06-2010
STELLENBOSCH - Quinze anos após Nelson Mandela ter usado a vitória da África do Sul no rúgbi como ferramenta para promover a reconciliação da maioria negra com os brancos, por meio do esporte, agora, é a minoria que começa a se engajar no megaevento número 1 no coração de 79% da raça dominante na África do Sul. Na província do Cabo Ocidental, a única das nove governada pela Aliança Democrática (AD), partido de oposição dos brancos, o entusiasmo pelo Mundial é menor, mas já desperta interesse entre os que têm rúgbi e críquete como esportes prediletos.
Até mesmo na pacata Stellenbosch, famosa por seus vinhos e suas universidades, o futebol virou tema das conversas em africâner, o idioma das ruas, das famílias e do trabalho.
- Em Joburg, as pessoas passam mais vibração, mas, na Cidade do Cabo, elas são mais calmas. Não têm o ritmo frenético deles. Na hora certa, a vibração vai aparecer - explica Rijk Melck, o Ronnie, trocando o africâner pelo inglês durante a entrevista.
Diretor da Fazenda Muratie, com 150 anos de tradição na produção de vinhos na região, Ronnie não é fã de futebol, mas já se contagiou pelo clima da Copa. Acostumado a acompanhar os jogos do Stormers - vice-campeão do Super 14 de Rúgbi --, o vinicultor juntou um grupo de 16 amigos brancos e comprou ingressos para França x Uruguai, no dia 11, o primeiro jogo do Mundial na Cidade do Cabo, distante apenas 43 quilômetros.
- Não poderia ficar fora disso. Gostaria muito de ver um jogo dos Bafana aqui, mas eles não atuarão na Cidade do Cabo na primeira fase. Espero que avancem - diz, em meio aos barris de vinho e brindando com uma taça de Pinot Noir, safra 2008, produzido na Muratie.
Localizada na zona rural de Stellenbosch, a Fazenda Muratie vive o clima de Copa. Ronnie deu aos funcionários gorros com as cores e os nomes de países participantes do evento. Mais uma proteção durante o inverno para quem trabalha nos campos, levando o ambiente do Mundial para uma área onde o silêncio e o verde são marcas registradas.
Inglês é o terceiro idiomaTodos os empregados são coloured (mulatos), descendentes de uniões entre brancos e negros. Conversam entre eles e com o patrão em africâner. Às vezes, precisam procurar as palavras em inglês. Principalmente, quando encontram visitantes. O inglês é o terceiro idioma mais falado na província do Cabo Ocidental, atrás do africâner e do xhosa.
- Seria emocionante ir a um jogo da seleção brasileira, mas o ingresso é caro. Vamos ver a festa pela TV - resigna-se Florina Oliphant, de 25 anos, usando um gorro do Brasil.
No sexto mês de gravidez de uma menina, que formará o casal com o menino de 5 anos, Florina nasceu e cresceu na Muratie, onde continua trabalhando nas parreiras, com a esperança de que a Copa traga um legado de melhorias para o país. Não é a única trabalhadora a pensar assim.
- Tanto investimento precisa servir para algo. É mais esperança para nossas crianças, no futuro. A África do Sul precisa muito de saúde e educação - diz Kathy Fredricks, usando seu gorro da África do Sul, ao lado do marido, Hennie, que adotou a Alemanha como segunda seleção preferida.
Na Muratie, diferentemente da enorme maioria das fazendas do país, os 18 funcionários do quadro fixo têm assistência médica, e o patrão ainda contribui com 85% de um sistema de previdência para os empregados. Também há auxílio de 15% para a educação. Durante a Copa, o grupo vai se reunir para assistir pela TV aos jogos dos Bafana. E torcer para que o megaevento inspire o time a mostrar ao mundo um país menos desigual, construindo um futuro melhor.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Brinde ao Paladar - Diário do Grande ABC

Encravada na península sul-africana, há uma concentração de fazendas produtoras de vinho que são de causar espanto a qualquer sommelier experiente. Guardadas as influências europeias em grande parte dos sabores disponíveis, são vinícolas com identidade própria, um know how que coloca a África do Sul entre os nove maiores países produtores de vinho do planeta - são quase 710 milhões de litros produzidos anualmente.
Tudo começa pela sofisticação para receber os tasters, traço presente desde os belos jardins que abrem os estabelecimentos até as adegas, com atendentes qualificados para a função. Um lugar mais bonito que o outro.
O melhor de tudo é que, mesmo com todo o clima europeu e a beleza dos lugares, os vinhos são bem baratos. Há garrafas de boa qualidade que custam a partir de 24 randes (pouco mais de R$ 6).
A reportagem esteve em pelo menos quatro winelands, cortando as paisagens mais belas do Oeste da península sul-africana. Pagamos 250 randes (R$ 59) por pessoa pelo passeio padrão com guia turístico, incluídas as taxas de degustação - que custam a partir de 20 randes (menos de R$ 5) e dão direito a cinco tipos de vinho, em média -, o deslocamento de carro e a vista, que não tem preço.
Mas o que dizem por aqui é que é preciso conhecer pelo menos umas 20 fazendas para se ter real dimensão da extensa carta de vinhos sul-africana.
No roteiro que começamos pela manhã, a primeira agradável surpresa foi Fairview, cuja produção data de 1693. São mais de 20 opções para os degustadores, entre vinhos brancos, de sobremesa, tintos, além das edições limitadas.
Provamos vinhos brancos como o Weissir Riesling (44 randes, ou R$ 10) e o Viognier (70 randes, ou R$ 16,50), com aromas de pêssego. Também experimentamos o Pinotage Viognier (tinto seco de 62 randes, ou R$ 14,60), que é imperativo para qualquer visitante, já que a uva Pinotage é exclusiva da África do Sul. É ideal para acompanhar carnes e cream cheese, segundo o tasting host Jesse.
Mas se você for a Fairview, não se contente com os vinhos. Reveze seus goles com boas salpicadas de queijos como o roché, 100% com leite de cabra, e o crottin. Vá com calma ao queijo camembert, cujo gosto é bem forte e esquisito.
Quer uma combinação perfeita? Tome bom vinho de sobremesa, como o sweet red (47 randes a garrafa, ou R$ 11) acompanhado do queijo blue tower. Dá vontade de sair de lá com centenas de pacotes de queijo e garrafas...
Vinícolas de Stellenbosch
Para fechar bem nosso passeio, nada melhor do que a famosa Stellenbosch e suas elegantes vinícolas. Na de Morgenhof, entre as 12 opções, compensa experimentar e levar o vinho da casa, Morgenhof Estate, cuja garrafa custa 180 randes (R$ 42,50). Bem encorpado e com aromas combinados de amoras e ameixas, o vinho é uma experiência palatal e tanto. Debaixo de árvores e caramanchões, os visitantes podem almoçar por ali mesmo e desfrutar de ambiente extremamente calmo - difícil é querer ir embora.
Já na vinícola de Spier - que ainda por cima está ao lado do restaurante Moyo''s e tem jardins perfeitos para fazer piquenique -, você recebe um cartão no qual assinala o que vai experimentar de acordo com sua personalidade - ou o contrário. É uma brincadeira interessante para ajudar a escolher entre os mais de 20 vinhos, que custam entre 24 e 148 randes (R$ 5,70 e R$ 35). Se você gostar mais do Chardonnay, por exemplo, são grandes as chances de sua personalidade ser independente e carismática. E se o que mais te agradar for o Sauvignon Blanc, sinal de que é pessoa decidida, charmosa e cheia de energia.
A inebriante Franschhoek
Uma bandeira da África do Sul flameja no alto e os portões se abrem ao lado da rodovia, na belíssima e bucólica região de Franschhoek. A estância, a 83 quilômetros da Cidade do Cabo, é famosa pela produção de centenas de marcas e combinações diferentes. Estamos em Graham Beck, nossa segunda estação na rota dos vinhos. Ao lado do estacionamento, jardins e pequenos caminhos para pedestres entre as árvores e muitos esquilos correndo pelo descampado.
Antes de chegar à recepção da vinícola - uma mansão com ar de realeza -, em vez de pedrinhas, os degustadores pisam sementes de pêssego e ainda se deparam com dois enormes espelhos d''água vigiados por estátuas de bronze.
Dentro da sala de degustação, toda envidraçada e com confortáveis sofás, o visitante recebe menu com 30 alternativas de vinhos, que custam entre 35 e 195 randes (de R$ 8 a R$ 46) por garrafa. Uma mixaria... Difícil é escolher as cinco goladas. Dentre as provadas pela reportagem, destaque para o Graham Beck Viognier (75 randes, ou R$ 18), ideal para acompanhar peixe e frango. Não deixe de experimentar o Rhona Muscadel, vinho para sobremesa bem suave e que custa apenas 55 randes (R$ 13).
Hora do almoço. Na pequena vila de Franschhoek, com seus cerca de 13 mil habitantes e dezenas de restaurantes de comida francesa e italiana, uma rápida refeição no elegante Bicccs. Momento perfeito ao ar livre e debaixo de vários salgueiros. Descanso com direito à Windhoek, cerveja da Namíbia cuja long neck custa 14 randes (R$ 3,30). Deliciosa...
Antes de partir, passada no monumento erguido em 1943 em homenagem aos franceses que ocuparam a região. A instalação é formada por três arcos, que se completam com um sol e uma cruz.
Por fim, saia da cidade e aviste tudo de cima da colina. Repare nos lagos bem azuis e nos telhados cinzas das casas. Vire para trás. Lá está a montanha, enorme e imponente
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Vin de Constance


Guia Platter's

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Chenin Blanc da África do Sul

Chenin Blanc Simonsig
Originalmente, o domínio da Chenin Blanc no Cabo devia-se à sua adaptação à produção de conhaque.
Depois de uma queda constante na área total de cultivo, em 1.999 fãs locais fundaram a Chenin Blanc Association (www.chenin.co.za) para resgatá-la, associado ao interesse de produtores locais.
A partir de então, grandes produtores, desenvolveram um novo estilo, diferente daquele dos vinhos de produção em massa, em que a cepa apresenta o verdadeiro caráter varietal: delicadeza com concentração.
Premiação Espumante Kaapse Vonkel Brut Simonsig

Estamos orgulhosos de informar que Simonsig Kaapse Vonkel Brut ganhou primeiro e segundo lugares na revista Wine Amorim Cork Cap Classique Challenge 2009.
Méthode Cap Classique (MCC) é a denominação utilizada por produtores sulafricanos para descrever seu estilo de fazer espumantes. "Méthode" e "Classique" indicam o método clássico de Champagne, enquanto que "Cap" sinaliza a origem sul-africana.
Muitos são feitos de Chardonnay e Pinot Noir, as cepas clássicas de Champagne, alguns usam o Pinot Meunier, e outros incorporam um toque de Chenin Blanc ou Pinotage.