sexta-feira, 18 de junho de 2010

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sábado, 12 de junho de 2010

65% dos consumidores de vinho no Brasil são mulheres. Segundo a Federação Brasileira de Confrarias, já existem 40 grupos femininos no Brasil




Alexandra Corvo, sommelier e dona da escola de vinhos Ciclo das Vinhas, recorda-se com doçura de quando sua avó, hoje com 100 anos, lhe servia um vinho do Porto que ficava escondido em seu guarda-roupa. A cena - que, por muito tempo, acreditou ser fruto da sua imaginação - pode ter pesado para a escolha da profissão. Virou sommelier, embora quisesse ser enóloga, pois admira a viticultura. "Gosto desse trabalho do homem com a natureza. Mas sou muito urbana e seria difícil viver no campo", diz, justificando a escolha final.

Começou a trabalhar em renomados restaurantes, viajou para fora do País, mas achava difícil atender muita gente. E sentiu que, por força do mercado, começou a perder autonomia, descumprindo sua tarefa de verdadeira sommelier. "Queria independência", explica. De repente, tornou-se colunista de revista e logo depois de rádio (tem programa diário na Band News FM). Agora, estreia como colunista da revista da Livraria Cultura. "Vamos colocar o vinho em um patamar mais legal ainda, o cultural."

Assim, descobriu um novo nicho na sua profissão. As aulas, que começaram como uma brincadeira na casa das amigas, estenderam-se para empresas. Vieram as palestras e, hoje, ela tem sua própria escola. "Tudo fluiu, apesar das dificuldades." Seus alunos são profissionais do ramo, como garçons, vendedores de importadoras e enófilos.

O único problema é quando se depara com algum aluno, digamos, rebelde, para não dizer cheio de pompa, que não tem interesse em aprender um pouco da cultura do vinho. É que, no programa do curso, Alexandra inclui temas como viticultura e amadurecimento, mas tem gente que quer pular etapas e não tem lá muita paciência para os processos e a história do vinho. Já ouviu até xingamentos por causa disso. "Continuo estudando muito. Mesmo assim, não tenho a pretensão de achar que sei tudo." Lembra que muita gente se diz conhecedora, falando apenas termos clichês, tentando mostrar que entende do assunto.

Quando não está bebendo vinho, Alexandra pede uma caipirinha. E ai do garçom que lhe perguntar: "caipirinha de quê?" "Caipirinha é caipirinha", brinca, referindo-se às versões que vão da pinga ao saquê, com as mais variadas frutas. Também gosta de martini. Só não é fã de cerveja, porque não gosta do cheiro. Quando tem uns dias de folga para viajar, escolhe uma vinícola. "É o que realmente gosto. Esta sou eu." Aos fãs e ouvintes, avisa que está colocando em prática o projeto de um livro que vai dar o que falar.

Tem uma coisa que muito incomoda a mulherada que aprecia vinho: a lenda de que existe vinho para mulher, os vulgos "adamados" (para damas). Estes costumam ser mais leves e mais doces. Só que qualquer pessoa que aprende a beber vinho acaba acostumando o paladar para versões mais encorpadas. "Quando servem um vinho de sobremesa, todo mundo gosta, inclusive os homens", diz Alexandra, lembrando que a ala masculina também é chegada em Lambrusco. Talvez as mulheres não tenham problema em assumir que preferem os mais doces. E só.

Confraria. Dona da bela loja de vinhos Le Tire-Bouchon, Nina Bastos aposentou-se da vida de economista e de produtora de eventos em 2005, e logo tornou-se sócia de seu marido, o francês Jean Raquin. Moradora da região de Higienópolis, em São Paulo, há 30 anos, Nina e Jean tiveram amor à primeira vista por um antigo galpão, onde montaram a loja com a qual sempre sonharam. Nos 400 metros quadrados do espaço, há salão de vendas, sala de aula, taberna, um bistrô e jardim interno.

A ideia da confraria nasceu da observação dela. É que Nina sempre se deparava com mulheres que pediam ajuda para comprar um vinho. A justificativa que ouvia era a de que quem entende do assunto é o marido. "Comecei a achar que mulher também tinha de entender." Em agosto de 2009, aconteceu o primeiro encontro. Desde então, a mulherada se reúne uma vez por mês. E nunca faltou quórum, muito pelo contrário, o número dobrou, embora só entrem pessoas indicadas. O legal é que cada uma tem uma atividade diferente.

Elas organizaram-se e criaram regras. A cada encontro, há uma anfitriã. E a cada semestre, são definidas as uvas do mês. As degustações são às cegas. Quem escolhe os vinhos busca bibliografia da uva e a ficha técnica do produto. "Agora queremos lançar um blog e fazer uma viagem para uma região produtora", conta Nina.

Engana-se quem pensa que só tem entendidas no assunto. Do grupo, só quatro têm mais bagagem. Mas as amantes do vinho que não tinham conhecimento teórico foram aprendendo aos poucos. Nina fez seu primeiro curso - sobre queijos e vinhos - em 1984, no antigo Hotel Eldorado. Porém, confessa que, há cerca de oito anos, é que passou a se aplicar mais. "Estudo muito, faço cursos e também viajo. Mas ainda tenho uma longa estrada."

Até o perfil da clientela mudou. Hoje, são as mulheres que provam o vinho no seu bistrô, pois muitas são mais entendidas do assunto do que seus pares. "É um tema com muita cultura, história, geografia e química. E ainda agrega as pessoas. Afinal, ninguém toma vinho sozinho", comemora Nina.

Berço. Quando criança, Luciana Salton, de 28 anos, trocava as viagens durante as férias escolares pelo trabalho na loja do pai, Ângelo Salton Neto, o presidente da Vinícola Salton, que faleceu em fevereiro do ano passado. Ela tinha 15 anos e já gostava do contato com os clientes. Mas só começou a apreciar a bebida aos 22.

Formou-se em Administração, mas também tinha vontade de fazer Medicina ou Arquitetura. Hoje, tem a certeza de que a escolha foi certeira. Embora seja Salton, não começou a trabalhar na empresa do pai. Aos 17, conseguiu um emprego em um banco, onde passou um ano trabalhando como caixa. Aproveitou as férias para estudar espanhol fora e, quando voltou, já tinha emprego na área de marketing de uma indústria farmacêutica, onde passou quatro anos. Só então se sentiu preparada para entrar na empresa da família.

"Lembro das experiências anteriores com carinho e orgulho, pois me ajudaram a crescer. Quando vim para cá, estava mais preparada profissionalmente e pessoalmente também. Além disso, trouxe segurança para o meu pai", diz a simpática herdeira.

Hoje, é gerente de marketing e também dá seus pitacos no departamento comercial. "Fazemos tudo com muito amor e carinho. Essa é a diferença." Luciana acorda às 6 da manhã, mas para ir à academia. Tem seus motivos. "Como participamos de eventos à noite, acordo cedo para queimar calorias e extravasar sem culpa depois."

Postado por www.estadao.com.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Seminário discute a vitivinicultura na Metade Sul do Rio Grande do Sul


Discutir a situação da vitivinicultura com foco na apresentação e prospecção de tecnologias que contribuam com a competitividade dessa atividade na Metade Sul do Rio Grande do Sul será o principal objetivo do VII Seminário de Vitivinicultura da Metade Sul do Rio Grande do Sul, que acontecerá de 17 a 19 de junho de 2010, no Clube Comercial de Bagé (RS).



O evento será dividido em três grandes temas. O primeiro tratará da Vitivinicultura no bioma Pampa: o desafio que nos diferencia e abordará aspectos peculiares da sustentabilidade na vitivinicultura na região e a busca da sua identidade através de indicações geográficas para a Campanha Gaúcha, considerada a "nova Califórnia" do mundo vitivinícola.

O segundo painel abordará aspectos do Mercado e marketing de vinhos, sucos e vinhos, passando por apresentação de diagnóstico do mercado e pelo trabalho do Projeto Imagem desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que visa incrementar e difundir a qualidade dos produtos vinícolas brasileiros. O primeiro dia encerrará com uma degustação temática de vinhos da região e visitação aos estandes.

O segundo dia será destinado para apontar e discutir os Desafios e estratégias tecnológicas para a vitivinicultura na Metade Sul. Serão apresentadas palestras sobre os principais problemas tecnológicos da região e também sobre o manejo das principais doenças e pragas encontradas nos parreirais.

Na sequência, acontecerá um Workshop que, segundo Alexandre Hoffmann, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e integrante da Comissão Organizadora do evento, será utilizado como base para o levantamento e a caracterização das demandas tecnológicas a serem inseridas na Rede de Centros de Inovação em Vitivinicultura (RECIVITIS).

Encerrando o evento, no dia 19 de junho, será realizado um Dia de Campo na Vinícola Peruzzo em Bagé (RS).

O evento é promovido pelo Comitê de Fruticultura da Metade Sul do RS, Embrapa Uva e Vinho, Emater/RS-Ascar, Ibravin, Sebrae, Prefeitura Municipal de Bagé e Associação Bageense dos Fruticultores. Conta com o patrocínio de Claro, Basf Agricultura, AGCO e Massey Ferguson e com o apoio de diversas entidades.


ANOTE NA AGENDA

O que: VII Seminário de Vitivinicultura da Metade Sul do RS
Data: 17 a 19 de junho de 2010
Local: Clube Comercial de Bagé (RS)
Inscrição: R$ 20,00, no local do evento
Informações: www.comitedefruticultura.com.br ou (53) 324-2609






FONTE
Embrapa Uva e Vinho
Viviane Zanella - Jornalista

“Beja Wine Night” será uma festa “marcante” no panorama nacional dos vinhos


O castelo de Beja acolhe no próximo dia 3 de Julho a “Beja Wine Night”. A iniciativa integra o programa de Beja “Cidade do Vinho 2010”. Miguel Góis, vereador da Câmara de Beja, frisa que este será um evento “marcante” no panorama nacional dos vinhos. A iniciativa é oficialmente apresentada na próxima semana. O vereador do município de Beja diz que não faltarão caras conhecidas na cidade. A “Beja Wine Night” pretende projectar a “imagem” de Beja.

A “Beja Wine Night” é uma organização da Câmara Municipal de Beja, co-financiada pelo QREN/INALENTEJO (Programa Operacional do Alentejo) e que conta com os apoios, entre outros, do Turismo do Alentejo - ERT., Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, ViniPortugal, ANA Aeroportos de Portugal, Delta, e produção da Essência do Vinho.
Miguel Góis assegura que está garantida a sustentabilidade do evento em anos futuros.

Aberta ontem, a Boutique de Vinho Mahalo terá carta de bruschettas especial

Não existe nada mais perfeito para acompanhar um bom vinho do que pão. Não é à toa que os italianos inventaram a bruschetta, um antepasto cuja base é o pão tostado na grelha com azeite e coberto com uma grande variação de complementos. Tomar um bom vinho comendo alguma coisa sem, necessariamente, a obrigatoriedade de jantar. Esta é a proposta do mais novo serviço do restaurante Mahalo Cozinha Criativa, que abriu ontem à noite sua Boutique de Vinho onde os clientes poderão também comprar qualquer um dos 120 rótulos disponíveis em práticas embalagens para viagem que mantém a temperatura do vinho por uma hora e são anti-impacto. Ou, se preferirem, fazer a degustação lá mesmo tendo como acompanhamento uma carta de bruschettas. À frente da nova empreitada estão a sommelier Kézia Giugni e o chef Paulinho Viana.

"Vamos abrir todos os dias para que os clientes possam curtir um bom vinho de uma maneira mais informal", detalha Kézia, acrescentando que a Boutique de Vinho irá funcionar de segunda a sábado, das 08 horas até o fechamento do restaurante. "Muitas pessoas querem tomar um vinho até mais tarde ou mesmo comprar uma boa garrafa para levar a casa de amigos, aqui elas vão encontrar", garante, acrescentando que serão ofertados todos os vinhos presentes na carta do restaurante. Nas compras para levar, os preços são até 40% mais baixos do que quando servidos nas mesas.

Entre os 120 rótulos de nacionalidades distintas como Brasil, França, Itália, Chile, Argentina, Uruguai, Austrália, Portugal, Espanha, Nova Zelândia, África do Sul e Líbano estão vinhos cujos preços vão de R$ 20,00 (Frisante Lambrusco) a R$ 1.800,00 (o lendário espanhol Vega Sicília). Entre os destaques, toda a linha Catena, desde Álamos, o mais simples, até o top Nicolas. Clássicos como o Porto Pêra Manca (incluindo meia garrafa) ou o chileno Almaviva. Para tomar a qualquer hora, a recomendação é prosecco Sacchetto Extra Day, um vinho que, segundo Kézia, é super cremoso e elegante. Ela recomenda ainda o Passo Bianco, outro italiano feito a partir de uvas pinot gris com torrontés, lembrando ainda que estão disponíveis na boutique oito tipos de rosés (incluindo espumantes) de origem argentina, francesa, espanhola. Vinhos de sobremesa são seis rótulos, entre brancos e tintos, incluindo o francês Sauternes. Todos disponíveis também em meia garrafa.

Para acompanhar, uma carta de bruschettas com dez opções criadas pelo chef Paulinho Viana especialmente para a nova proposta. "Elas foram pensadas para acompanhar os vinhos. Então temos algumas mais leves como a Barcelona (champignon, bacon, bechamel, azeitonas verdes e parmesão) ou a Contemporânea (berinjela, zucchini, tomate assado, alho, tapenade e mini cebola). E outras mais fortes, a Do Agreste (carne seca, cebola agridoce e azeitonas) ou a Parma (mussarela, parmesão, presunto cru italiano e azeitonas)", explica, acrescentando que todas as bruschettas são servidas também como entrada no restaurante.

Ontem, na noite de inauguração da boutique, foram servidas 4 sabores: Aldebaran (calabresa triturada, mussarela de búfala, gorgonzola e alcaparras), Árabe (mussarela, peperoni, palmito, chancliche - tipo de queijo árabe -, azeitonas e cebola), Contemporânea e Do Agreste.

Vinhos da África do Sul no SESC Carmo

O Sesc Carmo realiza no dia 11 às 19 horas o bate-papo sobre vinhos da África do Sul. A atividade é uma homenagem à cultura e à história sul-africanas, no ano em que o país organiza a Copa do Mundo de Futebol.

O sommelier e consultor Arthur Azevedo irá conduzir a conversa, que terá degustação posterior. O ex-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo falará sobre as tradições, a geografia, a rota do vinho e as curiosidades, tendo como foco a região da Cidade do Cabo.

Falar sobre vinhos da África do Sul, mesmo nos dias de hoje, ainda causa espanto e admiração, pois são poucas as pessoas que se dão conta de que há muito tempo o país produz vinhos e de muito boa qualidade.

Somente no início dos anos 90 é que a África do Sul voltou a fazer parte do cenário vitivinícola mundial, começando de forma tímida e depois bastante agressiva uma campanha de recuperação de mercado, buscando um melhor posicionamento para seus vinhos.

Em termos de produção mundial de vinhos, dados de 2001 - os mais recentes disponíveis - mostram que a África do Sul ocupa o 10º lugar, respondendo por 2,5% do total de vinhos produzidos. Em 2003, a estatística oficial contabilizava 4.435 produtores de vinhos no país, com 66 cooperativas.

A exportação dos vinhos sul-africanos vem crescendo de forma acentuada, passando de algo como 25 milhões de litros em 1991 para expressivos 240 milhões em 2003.

O principal vinho exportado é o produzido com a Chenin Blanc, seguido pelos vinhos à base de Chardonnay, com a Sauvignon Blanc ocupando o terceiro lugar. O consumo de vinhos no país em 2003 foi de 7,92 litros per capita ao ano, o menor em muitos anos, o que dá hoje ao país a 31a posição no ranking mundial.


Informações: tel. 3111-7000 e www.sescsp.org.br

Vinícola Campo Largo lança Promoção Copa com Vinho

A Vinícola Campo Largo inicia a Promoção Copa com Vinho, divulgada a partir do disparo de e-mails marketing a um mailing composto por mais de dez mil nomes, entre distribuidores, atacadistas, clientes das duas lojas da empresa (em Campo Largo e Santa Felicidade) e consumidores finais. Para participar, basta formular uma frase que relacione os produtos da Vinícola – Vinho Campo Largo, Vinho do Avô ou Quentão Campo Largo – à Copa do Mundo. As seis frases mais criativas serão premiadas com MP3 de 2 GB. “Com esta ação queremos ampliar os acessos ao novo site da empresa, reformulado pela agência Blu Comunicação”, explica Gioceli Escorsin, coordenadora de marketing da Vinícola Campo Largo. “Além disso, aproveitamos que a Copa acontece no inverno, período comercialmente favorável para nosso negócio, e divulgamos produtos típicos desta estação”.

A promoção é válida até 01/07, e, caso o Brasil vá à semifinal do campeonato, os seis ganhadores dos MP3s serão premiados também com kits de produtos da Vinícola Campo Largo.

Para participar da Promoção Copa com Vinho, basta acessar o site www.vinicolacampolargo.com.br, ler o regulamento e criar a sua frase.

Vinho x Câncer

Composto presente no vinho tem ação anticancerígena.


Com poder antioxidante, que podem reduzir as doenças cardiovasculares, o vinho agora tem outro dom: possui um composto capaz de induzir a morte de células cancerígenas. A conclusão é do Programa de Oncologia da UFRJ, que isolou a substância da bebida para estudá-la. A substância responsável no combate às células cancerígenas chama-se resvaratrol.

O resvaratrol está presente em mais de 70 alimentos, dentre eles a casca da uva e o amendoim. As plantas além de ter o nutriente, têm compostos bioativos que diminuem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e diabetes. O ideal é consumir a substância regularmente. Apesar de estar presente na casca da uva, é no vinho tinto que o resvaratrol está mais solúvel.

Segundo os estudos, a substância tem efeito em células de alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, próstata e pulmão. Tomar apenas uma taça de vinho não é suficiente para inibir a doença. Segundo os pesquisadores, o resvaratrol leva à morte natural células cancerígenas e regula os níveis de p53, uma proteína supressora do tumor. Quando maior o grupo do resvaratrol ingerido, mais rápido o câncer é atacado.

O composto é famoso por ser um antibiótico natural, anti-inflamatório e atua contra o diabetes e ataca a obesidade. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 400 gramas desses alimentos por dia. Cerca de 30% dos casos de câncer têm origem na dieta inadequada. É um percentual maior do que o atribuído a fatores genéticos, que é de aproximadamente 20%.


Equipe Bem Star

Quinta do Portal entra no mercado dos vinhos verdes


OJE/Lusa

A Quinta do Portal, conhecida pelos seus vinhos do Douro e do Porto, acrescentou agora à sua oferta um vinho verde com a marca Trevo, feito "em associação com um produtor de referência" da região

Trata-se da primeira incursão desta sociedade vinícola fora do Douro, mas não a última. "Vamos continuar a alargar a nossa base de produtos fora da região", adiantou à agência Lusa um responsável da Quinta do Portal, recusando, porém, dar mais pormenores.


O Trevo, branco e rosé, começou a ser comercializado "há cerca de um mês" e direcciona-se sobretudo "para o mercado de exportação". Para começar, foram lançadas 50 mil garrafas deste novo vinho.


"Os nossos clientes, essencialmente a nível do mercado externo, manifestaram alguma apetência em ter um vinho verde seleccionado pela Quinta do Portal", acrescentou o responsável.


A Sociedade Quinta do Portal argumenta que os vinhos verdes "têm vindo a ganhar cada vez mais notoriedade, acompanhando uma tendência do consumidor para requerer vinhos com um teor alcoólico mais baixo".


A empresa associou-se a um produtor da sub-região do Sousa para lançar o Trevo, que utiliza castas como o Loureiro, Trajadura e Arinto (branco) e espadeiro (rosé).


"Já comercializamos outros vinhos não produzidos por nós, nomeadamente um espumante sob a marca Mural", disse.


A Quinta do Portal aposta também no enoturismo através de uma unidade própria, a Casa das Pipas, oferecendo um programa de dois dias durante 2010.


A Quinta do Portal é uma firma portuguesa, familiar e independente, que possui quatro propriedades com um total de 85 hectares, duas no concelho de Sabrosa e as outras no de Alijó, nas duas margens do rio Pinhão.


Em 2009, a empresa facturou 4,9 milhões de euros, 55% dos quais em Portugal.

Gaúchos da serra plantam uva de mesa


No Vale dos Vinhedos, região certificada e reconhecida como produtora de vinhos finos, começa a surgir uma "dissidência" entre os produtores de uva. A uva para vinho continua a representar a maior parcela dos plantios, afinal, a produção vinífera ali, trazida pelos imigrantes europeus, remonta a décadas.

Mas alguns produtores, embora não tenham deixado de lado a fruta, trocaram as variedades e a forma de cultivo, optando pela uva de mesa, vendida in natura e, em alguns casos, colhida no próprio pé, pelo consumidor. Já são 800 hectares cultivados sob plásticos, técnica que garante mais qualidade final e redução na aplicação de agrotóxicos. Há sete anos, segundo a Embrapa Uva e Vinho, eram apenas 50 hectares.

As variedades de mesa introduzidas na região são a itália, niagaras branca e rosada e rubi, que "roubam" o espaço da isabel e da bordeaux.

Os municípios de Caxias, Farroupilha, Flores da Cunha e Bento Gonçalves abrigam propriedades de no máximo meio hectare (5 mil metros quadrados) com as uvas de mesa, conforme o pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho.

Diversificação. As principais razões para a expansão das variedades de mesa na Serra Gaúcha, conforme especialistas e produtores, são a necessidade de diversificação das propriedades e, principalmente, a demanda aquecida e o alto valor agregado dessas frutas. "O baixo valor pago pelo quilo da uva pelas vinícolas nas últimas safras tem obrigado os produtores a procurar uma alternativa de renda. E a remuneração da uva de mesa é muito maior", afirma o também pesquisador da Embrapa Henrique Pessoa dos Santos.

Conforme Santos, ao passo que o preço médio pago por quilo de uva comum fica próximo dos R$ 0,50, o quilo da uva de mesa chega a ser vendido por até R$ 5. "Muitos produtores vendem diretamente para o consumidor final, que vêm até o sítio para colher a uva. É um programa turístico", explica Santos. "De olho nessa possibilidade, muitos produtores aderem à uva de mesa", adiciona Botton.

Foi justamente por isso que o vinicultor Ismael Boff, do município de Caxias do Sul (RS), decidiu, quatro anos atrás, apostar no cultivo das uvas de mesa. Ele conta que, por 50 anos, sua família trabalhou somente com variedades de uvas próprias para a produção de vinho e suco. "Há alguns anos, porém, o preço dessas uvas têm sido muito baixos", diz Boff. "Passamos então a procurar uma alternativa mais lucrativa e, motivado pelo preço atrativo, decidi testar o plantio das uvas itália e rubi numa área pequena, de 3 mil metros quadrados".

Após quatro anos, Boff se diz satisfeito com os resultados, apesar de destacar que o manejo das uvas de mesa é diferente e os custos de produção, mais altos. Ele conta ainda que nos próximos anos pretende dobrar a área de cultivo. "O consumo tem crescido muito, o que leva muita gente a investir", diz.

Segundo os especialistas, o aumento no consumo está ligado à melhoria da qualidade das uvas de mesa produzidas na região, que por sua vez está ligada à adoção de uma técnica de cultivo muito comum na produção de morangos, introduzida na região há cerca de 15 anos: o cultivo protegido.

Plástico. Trata-se de instalar uma cobertura de plástico por cima dos parreirais. "O clima da Serra Gaúcha é muito úmido, o que favorece as pragas e obriga o produtor a utilizar muitos agrotóxicos", frisa Botton. "Com isso, a uva sempre aparecia entre as frutas com maior quantidade de resíduos, segundo os relatórios da Anvisa, e isso assustava o consumidor."

"Além disso, com a plasticultura você fica menos à mercê do tempo", afirma Valderez Formigueir, que há nove anos passou a cultivar uva itália em sua propriedade em Caxias do Sul (RS). Ele conta que, além do preço atrativo, pesou o fato de que na época não havia seguro para as lavouras de uva comum, o que aumentava muito os riscos de prejuízo. "Hoje, mais do que essa segurança, as uvas de mesa são uma alternativa para que o produtor não fique nas mãos das vinícolas", diz Formigueir.





O Estado de S.Paulo