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terça-feira, 8 de junho de 2010

Brasil quer aprender com vinhos sul-africanos

Em época de Copa do Mundo, o Brasil tem motivos, além do futebol, para se voltar para a África do Sul. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) juntamente com a Embaixada do Brasil em Pretória estão procurando aprender com os produtores de vinho sul-africano.

Nos últimos anos, a África do Sul se tornou um dos principais exportadores de vinho entre os países do "Novo Mundo", ocupando o nono lugar entre os maiores da indústria vitivinícola mundial. Com 102 mil hectares de vinhedos plantados, o país africano produz atualmente 3% de todos os vinhos do mundo.

O objetivo é melhorar a qualidade da produção nacional e tentar utilizar as estratégias bem sucedidas da África do Sul no Brasil. A intenção é que esta tecnologia de produção possa ser empregada nas regiões brasileiras produtoras de vinho.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pela terceira vez, Israel produz tempranillo





Castas espanholas transplantadas para as Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel, forneceram a sua terceira colheita de tempranillo.



"Estamos começando a vender. Apesar da produção ser muito pequena, ela já está sendo bem recebida. Alguns restaurantes em Tel Aviv já acrescentaram os vinhos aos seus menus", disse o enólogo e proprietário da vinícola que leva seu nome Efe Tal Pelter.


"O plano original era fazer um vinho vermelho, mas as vinhas tinham menos de cinco anos, eram muito jovens. Então decidimos fazer uma colheita de rosés este ano", disse Pelter, acrescentando que o resultado foi "um vinho seco e frutado, com acidez equilibrada e um sabor muito interessante".
"No momento existem 15 produtores israelenses cultivando tempranillo, mas a maioria utiliza a uva para misturá-la com outras castas. Até agora apenas três vinícolas lançaram um tempranillo no mercado", explica Daniel Rogov, crítico de vinhos e autor de um guia local de prestígio para vinificação.

Segundo o especialista "o Tempranillo produzido aqui não tem os mesmos resultados que os produzidos na Espanha, mas devemos ter em mente é um processo novo de produção. Mesmo assim, quando fazemos uma degustação às cegas, logo se sorri e diz ''ahhh... tempranillo''".

Nos últimos 10 ou 15 anos, a cultura do vinho entre os israelenses se expandiu. Durante este período, o consumo per capita por ano aumentou de seis litros para cerca de nove litros. Existem mais de trezentas grandes vinícolas em Israel, que produzem anualmente cerca de 36 bilhões de garrafas de vinho, um número modesto, mas que não para de crescer.
Publicação Revista Adega

EUA investem sete milhões de dólares em melhoras para o setor vitivinícola

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) forneceu mais de sete milhões de dólares para o Instituto de Alimentação e Agricultura da Uva e Vinho (NGWI) do país.

O investimento tem como objetivo financiar projetos que possam resolver problemas que os viticultores norte-americanos tem lidado, como a escassez de água e o aumento da salinidade na água fornecida.


"A escassez de água, a diminuição de sua qualidade, o clima e as mudanças climáticas aberrantes ameaçam a produção de uvas na região", disse Jean-Mari Peltier, presidente da NGWI. "Estamos extremamente satisfeitos que o departamento tenha reconhecido o quanto os viticultores têm lutado contra essas questões. Este projeto irá ajudar a indústria a desenvolver estratégias para economizar água, preservando a qualidade da uva", explicou.

Para a realização do projeto, vários especialistas, pesquisadores e produtores foram consultados, de forma que as principais questões e deficiências do setor fossem tratadas. "Este projeto propõe a investigação necessária para sustentar uma das culturas mais importantes do país em um futuro com um abastecimento de água incerta", disse o pesquisador Andrew McElrone, do Serviço de Pesquisa do USDA.

Origem do vinho é o que menos importa para os jovens, diz estudo

6/Junho/2010

Na última London Wine & Spirits Fair, um dos maiores eventos do mundo do vinho, o grupo de pesquisa Wine Intelligence mostrou diversas pesquisas e relatórios que tentavam explicar o consumidor jovem.


O estudo mostrou que o número de consumidores de vinho com menos de 35 anos é grande, sendo os canadenses os que somam a maior quantidade, mais de seis milhões. Apesar do grande público, os relatórios mostraram que o consumo dos "millenials", como são chamados, não é excessivo. Em sua maioria, os jovens estão bebendo pouca ou moderada quantidade de vinho.



A pesquisa também mostrou um dado curioso: como os jovens escolhem os vinhos que vão comprar. De acordo com o grupo, em primeiro lugar, eles levam em conta as recomendações de amigos e familiares; em segundo, a variedade da uva; em terceiro, as ofertas e promoções; em quarto, o reconhecimento da marca; e em quinto, o país de origem da bebida.

Em todos os casos, o design da embalagem é fator de grande relevância para os compradores mais jovens. Muitos optam por rótulos modernos, enquanto grande parte escolhe rótulos mais tradicionais. Sobre estes últimos, é possível concluir que ainda não são consumidores familiarizados com o produto. Desta forma, a escolha pelo tradicional se torna uma escolha mais "segura".





Revista Adega